_ Oi, Larissa ? Você está me ouvindo ? – disse uma voz conhecida.
_ Ah, oi Dani. Desculpe, não te ouvi. – respondi envergonhada.
_ Mas estou te chamando há séculos !
_ Desculpe, estava distraída. – disse tentando me lembrar se havia ouvido alguém me chamar.
_ Ah, já sei. Estava pensando em Bruno. – disse ela mexendo em meus cabelos com um ar de deboche.
_ É... eu estava pensando em Bruno sim. – respondi, agora sentindo meu rosto corar. – E eu penso em outra coisa por acaso Dani ?
_ Você está apaixonada não é ? – agora os olhos azuis de Dani brilharam e ela abriu um sorriso.
_ É, estou sim. É muito ridículo me apaixonar por alguém que eu nem conheço ? – perguntei ainda mais vermelha de vergonha. _ Não. O amor não tem disso Larissa, você conhece a pessoa pelo que ela é. Pessoalmente ou não. – disse ela tentando me consolar. – É claro que é bem melhor de dar certo se vocês se encontrassem. E é claro que há uma possibilidade de ele ser um louco maníaco que quer te matar. Ou um nerd esquisito, que não arranja namorada e mente na internet com a foto de um modelo Australiano. Ou pode ser uma mulher que não tem nada para fazer, e que passa os dias atormentando meninas frágeis, e falando exatamente a coisa certa para fazer uma garota se apaixonar.
terça-feira, 28 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Start.
O sinal do fim da aula batera, o que me fez dar um pulo na carteira. Eu estava viajando em meus pensamentos, estava em outro planeta, outro tempo. Outra dimensão.
Pensava em Bruno, garoto que eu havia conhecido pela internet há quase um ano e que nunca vira pessoalmente. Ele era três anos mais velho que eu. Gostávamos das mesmas coisas. Era sempre sincero - ou pelo menos parecia - mas ao mesmo tempo, era misterioso. Eu o conhecia por foto, e o reconheceria em qualquer lugar mesmo se o visse só de passagem. Ele era um belo rapaz de 17 anos, cabelos castanhos claros, olhos cor de mel, braços fortes – mas sem exagero. Desde o verão passado eu só pensava nele, percebi que estava apaixonada. Só tinha olhos para Bruno, só Bruno.
Após o susto com o sinal, que batia pontualmente todos os dias ás 12:15, fui embora com minha bolsa vermelha de sempre pendurada no ombro direito. Ainda pensava em Bruno quando senti uma mão leve em meu ombro livre.
Pensava em Bruno, garoto que eu havia conhecido pela internet há quase um ano e que nunca vira pessoalmente. Ele era três anos mais velho que eu. Gostávamos das mesmas coisas. Era sempre sincero - ou pelo menos parecia - mas ao mesmo tempo, era misterioso. Eu o conhecia por foto, e o reconheceria em qualquer lugar mesmo se o visse só de passagem. Ele era um belo rapaz de 17 anos, cabelos castanhos claros, olhos cor de mel, braços fortes – mas sem exagero. Desde o verão passado eu só pensava nele, percebi que estava apaixonada. Só tinha olhos para Bruno, só Bruno.
Após o susto com o sinal, que batia pontualmente todos os dias ás 12:15, fui embora com minha bolsa vermelha de sempre pendurada no ombro direito. Ainda pensava em Bruno quando senti uma mão leve em meu ombro livre.
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